O espaço aéreo brasileiro é classificado conforme o sistema ICAO, adaptado pela regulamentação do DECEA. Cada classe define os serviços ATC disponíveis, os requisitos de comunicação e as condições meteorológicas mínimas para operação.
CTR - Zona de Controle
A CTR (Control Zone) é o espaço aéreo controlado que se estende desde o solo até um limite superior definido (geralmente entre 2.000 e 5.000 ft AGL). Envolve aeródromos com serviço de controle de aproximação ou torre. No Brasil, CTRs são classificadas como espaço aéreo classe D (a maioria) ou classe C (grandes aeroportos como SBGR, SBGL).
Para operar dentro de uma CTR, o piloto VFR deve obter autorização ATC antes de ingressar no espaço aéreo. O AeroCopilot exibe os limites da CTR no mapa, a frequência de contato e os procedimentos de entrada publicados.
TMA - Área de Controle Terminal
A TMA (Terminal Control Área) é o espaço aéreo controlado acima de uma ou mais CTRs, geralmente associado a complexos aeroportuários com tráfego intenso. No Brasil, as TMAs mais movimentadas são São Paulo (SBSP/SBGR), Rio de Janeiro (SBRJ/SBGL) e Brasília (SBBR).
As TMAs brasileiras são tipicamente classificadas como classe C ou D, com limites verticais que variam conforme a complexidade do tráfego. O AeroCopilot exibe as TMAs com setores individuais, cada um com seus limites verticais específicos.
ATZ - Zona de Tráfego de Aeródromo
A ATZ (Aerodrome Traffic Zone) é estabelecida em aeródromos que não possuem CTR mas têm algum serviço de informação de voo (AFIS) ou frequência de tráfego. A ATZ típica tem raio de 4.5 NM centrada no ARP (Aerodrome Reference Point) e se estende do solo até 2.000 ft AGL.
Embora não seja um espaço aéreo controlado, o piloto deve monitorar a frequência de tráfego do aeródromo e seguir os procedimentos publicados. O AeroCopilot exibe as ATZs com suas frequências e padrões de tráfego VFR.
FIR - Região de Informação de Voo
O Brasil é dividido em cinco FIRs: Amazônica (SBAZ), Recife (SBRE), Brasília (SBBS), Curitiba (SBCW) e Atlântico (SBAO). Cada FIR se estende do solo (ou do limite superior das CTRs e TMAs) até o FL245. Acima do FL245, o espaço é coberto pelas UIRs correspondentes.
Dentro da FIR, fora de espaços controlados, o piloto pode operar em VFR sem autorização ATC, mas deve monitorar a frequência FIS (Flight Information Service) aplicável para receber informações de tráfego e avisos meteorológicos.
UTA/UIR - Espaço Aéreo Superior
Acima do FL245, o espaço aéreo brasileiro é classificado como espaço aéreo superior (UTA/UIR), onde apenas voos IFR são permitidos. Todo o tráfego é controlado pelos Centros de Controle de Área (ACC). O AeroCopilot exibe as divisões de ACC e as frequências de cada setor.
| Espaço | Classe | Limites verticais | Serviço ATC | VFR permitido |
|---|
| CTR | C ou D | Solo até limite publicado | Controle | Sim, com autorização |
| TMA | C ou D | Limite inferior até FL245 | Controle | Sim, com autorização |
| ATZ | G | Solo até 2.000 ft AGL | Informação (AFIS) | Sim, sem autorização |
| FIR | G | Solo até FL245 | Informação (FIS) | Sim, sem autorização |
| UTA/UIR | A | FL245 até ilimitado | Controle (ACC) | Não |