Visão geral dos dados de aeródromos
O AeroCopilot reúne informações de aeródromos brasileiros a partir de quatro fontes oficiais mantidas pelo DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo): o AIP Brasil (Publicação de Informações Aeronáuticas), o ROTAER (Publicação Auxiliar de Rotas Aéreas), o portal AISWEB e as cartas de navegação publicadas periodicamente. Essa agregação de fontes permite oferecer um perfil completo de cada aeródromo, com dados cruzados e validados.
A base de dados abrange mais de 5.900 aeródromos em todo o território brasileiro, incluindo aeroportos internacionais de grande porte como Guarulhos (SBGR) e Galeão (SBGL), aeroportos regionais, helipontos, aeródromos militares e aeródromos privados registrados junto à ANAC. Cada aeródromo possui um perfil detalhado que funciona como um digital twin -- uma representação virtual que consolida todas as informações disponíveis em um único local.

O conceito de digital twin aplicado a aeródromos significa que, em vez de consultar múltiplas fontes separadamente (ROTAER para frequências, AIP para procedimentos, AISWEB para NOTAMs), o piloto acessa um único perfil que integra todos os dados. Isso reduz o tempo de briefing e minimiza o risco de consultar informações desatualizadas ou incompletas.
Cada digital twin possui um score de completude que indica a qualidade e abrangência dos dados disponíveis. O score é calculado com base na presença e qualidade de cinco categorias de dados: pistas, procedimentos de navegação, taxiways, frequências e obstáculos. Aeródromos de grande porte como SBGR e SBBR tipicamente atingem scores próximos a 100%, enquanto aeródromos menores podem ter scores mais baixos devido à menor quantidade de procedimentos publicados.
Score de completude
Buscando um aeródromo
O AeroCopilot oferece três formas de localizar um aeródromo: busca por código ICAO, busca por nome ou cidade e navegação pelo mapa interativo. A busca é instantânea e apresenta resultados conforme você digita, sem necessidade de pressionar Enter.
Busca por código ICAO
A forma mais direta de localizar um aeródromo é pelo código ICAO de quatro letras. No Brasil, todos os códigos começam com SB (aeródromos civis administrados pela Infraero ou concessionárias), SS (aeródromos civis estaduais e municipais), SD (aeródromos privados), SI (helipontos) ou SN/SW/SJ (outras categorias regionais). Digite o código completo (ex: SBGR) e o aeródromo será exibido imediatamente.
Busca por nome ou cidade
Você também pode buscar pelo nome oficial do aeródromo (ex: "Guarulhos", "Santos Dumont") ou pelo nome da cidade (ex: "São Paulo", "Rio de Janeiro"). A busca considera tanto o nome oficial quanto o nome da localidade, retornando todos os aeródromos correspondentes. Para cidades com múltiplos aeródromos (como São Paulo com SBGR, SBSP, SBMT), todos serão listados.
Navegação pelo mapa interativo
No mapa interativo do AeroCopilot, aeródromos são exibidos como marcadores coloridos de acordo com sua categoria de voo atual (baseada no METAR mais recente). Clique em qualquer marcador para acessar o resumo do aeródromo e, em seguida, o digital twin completo. O mapa permite filtrar por tipo de aeródromo (internacional, regional, heliporto) e por estado.
Acesso direto via URL
Cada aeródromo possui uma URL fixa no formato /aeródromos/[ICAO]. Se você já conhece o código ICAO, pode acessar diretamente o digital twin adicionando o código à URL. Essa abordagem é útil para criar atalhos ou favoritos para aeródromos frequentes.
Digital twin do aeródromo
O digital twin é a página principal do aeródromo no AeroCopilot. Ao acessar um aeródromo, você encontra uma visão geral organizada em seções, cada uma cobrindo um aspecto específico do aeródromo. A página inicia com um resumo das informações mais relevantes.
Informações gerais
O cabeçalho do digital twin exibe o código ICAO, nome oficial, cidade e estado, tipo de aeródromo (civil público, civil privado, militar), operador responsável e score de completude. Abaixo do cabeçalho, badges indicam quais fontes de dados contribuíram para o perfil: AIP, ROTAER, AISWEB, cartas e dados OSM (OpenStreetMap para geometria de pistas e taxiways).
Coordenadas e elevação
A seção de localização apresenta as coordenadas geográficas do ponto de referência do aeródromo (ARP -- Aerodrome Reference Point) em formato graus/minutos/segundos e decimal, a elevação oficial em pés (ft) e metros, a variação magnética local e a temperatura de referência (ISA deviation). Esses dados são essenciais para cálculos de performance e planejamento de voo.
Navegação entre seções
A partir da visão geral, você pode navegar para seções detalhadas: cartas, frequências, pistas, taxiways, obstáculos, procedimentos de navegação e padrões VFR. Cada seção é acessível por abas ou links diretos no índice lateral. As seções a seguir detalham cada uma dessas áreas.

Consultando cartas
As cartas de navegação são documentos gráficos essenciais para a operação segura em voo por instrumentos (IFR) e, em muitos casos, também para operações visuais (VFR). O AeroCopilot disponibiliza as cartas oficiais publicadas pelo DECEA no AIP Brasil, organizadas por tipo e atualizadas conforme o ciclo AIRAC de 28 dias.
IAC -- Carta de Aproximação por Instrumentos
As cartas IAC descrevem os procedimentos de aproximação por instrumentos para cada cabeceira de pista. Incluem procedimentos ILS (Instrument Landing System) com guia lateral e vertical de precisão, VOR (VHF Omnidirectional Range), RNAV (GNSS) com waypoints satelitais e NDB (Non-Directional Beacon) para aproximações baseadas em radiofaróis. Cada carta IAC apresenta o perfil vertical do procedimento, altitudes mínimas de segurança (MSA), frequências e sequência de waypoints.
SID -- Saída Padrão por Instrumentos
As cartas SID definem as rotas padrão de saída após a decolagem. Cada SID específica a rota lateral, restrições de altitude e velocidade, e o waypoint de transição para a rota em rota. Aeródromos de grande porte como SBGR possuem dezenas de SIDs diferentes, cada uma direcionando a aeronave para uma aerovia ou região específica. SIDs vetorizadas (sem waypoints fixos) indicam que a saída será coordenada por radar com o controle de aproximação.
STAR -- Chegada Padrão por Instrumentos
As cartas STAR definem as rotas padrão de chegada desde um ponto em rota até o segmento de aproximação final. Assim como as SIDs, incluem restrições de altitude e velocidade e waypoints de transição. A STAR conecta a fase de cruzeiro à aproximação, facilitando a sequência de tráfego pelo controle de aproximação (APP).
VAC -- Carta de Aproximação Visual
As cartas VAC são publicadas para aeródromos que possuem procedimentos visuais padronizados. Mostram referências visuais, pontos de notificação, circuitos de tráfego e restrições de sobrevoo. São especialmente úteis para pilotos VFR operando em aeródromos não familiares, pois indicam os pontos de entrada no circuito e a direção das curvas.
ADC -- Carta de Aeródromo
A carta ADC apresenta o layout físico do aeródromo: pistas, taxiways, pátios de estacionamento, hangares, terminal, obstruções e pontos de espera. É a referência principal para movimentação no solo e deve ser consultada antes de operar em aeródromos desconhecidos.
Cartas oficiais AIP Brasil
Frequências do aeródromo
A seção de frequências do digital twin lista todas as frequências de comunicação publicadas para o aeródromo. Os dados são extraídos e cruzados de múltiplas fontes oficiais para garantir precisão. As frequências são organizadas por tipo de serviço e exibidas com seu valor em MHz.
Tipos de frequência
O AeroCopilot exibe os seguintes tipos de frequência, quando disponíveis para o aeródromo:
| Tipo | Serviço | Quando usar |
|---|---|---|
| TWR | Torre de Controle | Controle de tráfego no circuito, decolagens e pousos |
| GND | Solo (Ground) | Movimentação no solo, táxi e pushback |
| APP | Controle de Aproximação | Tráfego na área terminal (TMA) |
| DEP | Controle de Saída | Aeronaves em fase de saída após decolagem |
| ATIS | Informação Automática de Terminal | Escutar antes de contatar TWR ou APP |
| DEL | Autorização de Tráfego | Obter clearance IFR antes do táxi |
| AFIS | Serviço de Informação de Voo | Aeródromos sem torre de controle |
| UNICOM | Comunicação Universal | Coordenação entre pilotos sem ATC |
| ACC | Controle de Área | Controle em rota, fora de áreas terminais |
Hierarquia de fontes para frequências
Quando há divergência entre fontes, o AeroCopilot utiliza a seguinte hierarquia de confiabilidade, conforme a ICA 53-8:
- AIP Brasil -- maior autoridade, publicação oficial do DECEA
- Cartas IAC/SID/STAR -- frequências publicadas nas cartas de navegação
- ROTAER -- fonte primária para consulta rápida de dados de aeródromos
- AISWEB -- portal integrado do DECEA
Validação cruzada de frequências
Dados de pistas
A seção de pistas do digital twin apresenta as características físicas e operacionais de cada pista do aeródromo. Essas informações são fundamentais para cálculos de performance de decolagem e pouso, verificação de compatibilidade da aeronave e planejamento de contingências.
Características físicas
Para cada pista, o AeroCopilot exibe:
- Identificação: Designadores de cabeceira (ex: 09R/27L), incluindo indicadores de pista paralela (L/C/R) quando aplicável.
- Dimensões: Comprimento e largura em metros e pés. O comprimento disponível para decolagem (TORA), distância disponível para decolagem (TODA), distância disponível de aceleração e parada (ASDA) e distância disponível para pouso (LDA) quando publicados.
- Superfície: Tipo de pavimento (asfalto, concreto, grama, terra, cascalho) e resistência (PCN -- Pavement Classification Number) quando disponível. O PCN indica o peso máximo suportado pela pista e deve ser comparado com o ACN (Aircraft Classification Number) da aeronave.
- Elevação de cabeceira: Altitude das cabeceiras em pés, essencial para cálculos de altitude pressão e performance em aeródromos com gradiente de pista.
Sistemas de iluminação
O AeroCopilot indica os sistemas de auxílio visual instalados em cada cabeceira:
- PAPI (Precision Approach Path Indicator): Sistema de quatro luzes que indica a posição da aeronave em relação à rampa de aproximação ideal. Dois brancos e dois vermelhos indica rampa correta.
- VASIS (Visual Approach Slope Indicator System): Sistema mais antigo com função similar ao PAPI, usando barras de luz branca e vermelha.
- ALS (Approach Lighting System): Sistema de luzes de aproximação que guia a aeronave no segmento final, especialmente útil em condições de baixa visibilidade.
- Iluminação de pista: Luzes de borda, luzes de cabeceira, luzes de fim de pista e luzes de zona de toque (RTZL) quando disponíveis.
Status operacional via NOTAMs
O AeroCopilot integra NOTAMs vigentes que afetam pistas. Se uma pista está fechada (RWY CLSD), com restrições de uso ou com obras em andamento, essa informação aparece em destaque na seção de pistas do digital twin. Sempre verifique NOTAMs antes de planejar a operação em uma pista específica, pois condições podem mudar rapidamente.
Padrões VFR
Para aeródromos que possuem procedimentos visuais publicados, o AeroCopilot apresenta informações sobre padrões de tráfego VFR. Essas informações são extraídas das cartas VAC, do AIP Brasil e do ROTAER, e são particularmente úteis para pilotos visuais operando em aeródromos não familiares.
Altitude do circuito de tráfego
A altitude padrão do circuito de tráfego no Brasil é de 1.000 pés acima da elevação do aeródromo (AGL), salvo quando publicada diferentemente. Aeródromos em áreas de relevo acidentado ou próximos a aeroportos de grande porte podem ter altitudes de circuito diferentes para cada cabeceira ou tipo de aeronave. O AeroCopilot exibe a altitude publicada quando disponível.
Direção do circuito
O circuito de tráfego padrão no Brasil é pela esquerda. Quando o circuito é pela direita para uma ou mais cabeceiras, essa informação é publicada especificamente e exibida no AeroCopilot. A direção do circuito pode variar por cabeceira no mesmo aeródromo, por exemplo, circuito pela esquerda para a cabeceira 09 e pela direita para a cabeceira 27, geralmente por motivos de obstruções ou abatimento de ruído.
Pontos de entrada e saída
Aeródromos com carta VAC publicada possuem pontos de notificação VFR definidos para entrada e saída do circuito de tráfego. Esses pontos são referências visuais no solo (rios, rodovias, edifícios) que facilitam a coordenação entre pilotos e com a torre de controle. O AeroCopilot lista esses pontos quando disponíveis na publicação oficial.
Procedimentos especiais
Alguns aeródromos possuem procedimentos especiais que afetam a operação VFR:
- Abatimento de ruído: Restrições de sobrevoo sobre áreas residenciais, com rotas VFR específicas para minimizar impacto sonoro.
- Restrições de horário: Alguns aeródromos proíbem operações VFR em determinados horários ou condições meteorológicas.
- Zonas proibidas ou restritas: Áreas próximas ao aeródromo com restrições de sobrevoo que afetam a rota do circuito.
- Operação simultânea: Em aeródromos com pistas paralelas, procedimentos específicos para separação de tráfego VFR e IFR.
Consulte sempre a carta VAC
Perguntas Frequentes
- Quantos aeródromos estão disponíveis no AeroCopilot?
- O AeroCopilot possui dados de mais de 5.900 aeródromos brasileiros, incluindo aeroportos internacionais, regionais, helipontos e aeródromos privados. Os dados são agregados de fontes oficiais como DECEA, AISWEB, AIP Brasil e ROTAER, formando a base mais completa disponível para pilotos brasileiros.
- De onde vêm os dados dos aeródromos?
- Os dados são extraídos e consolidados de quatro fontes oficiais: AIP Brasil (publicação aeronáutica de informações), ROTAER (publicação auxiliar de rotas aéreas), AISWEB (portal de informações aeronáuticas do DECEA) e cartas de navegação publicadas pelo DECEA. O AeroCopilot cruza essas fontes para garantir consistência e completude.
- Com que frequência os dados são atualizados?
- Os dados de aeródromos são sincronizados com as publicações oficiais do DECEA. Cartas de navegação seguem o ciclo AIRAC de 28 dias. Informações do ROTAER e AISWEB são atualizadas conforme publicação de emendas. NOTAMs com impacto em pistas e frequências são integrados em tempo quase real.
- O que é o digital twin de um aeródromo?
- O digital twin é uma representação virtual completa do aeródromo que agrega todos os dados disponíveis em um único perfil: informações gerais, coordenadas, elevação, pistas, taxiways, frequências, procedimentos de navegação, obstáculos e padrões VFR. Cada digital twin possui um score de completude que indica a qualidade dos dados disponíveis.
- As cartas exibidas são oficiais?
- Sim. As cartas disponibilizadas no AeroCopilot são as publicações oficiais do AIP Brasil emitidas pelo DECEA. Incluem cartas IAC (aproximação por instrumentos), SID (saída padrão), STAR (chegada padrão), ADC (carta de aeródromo) e VAC (carta de aproximação visual). As cartas seguem o ciclo AIRAC e são atualizadas conforme novas publicações.
- Posso visualizar padrões de tráfego VFR?
- Sim. Para aeródromos que possuem procedimentos VFR publicados, o AeroCopilot exibe informações sobre altitude do circuito de tráfego, direção dos circuitos (esquerdo ou direito), pontos de entrada e saída e procedimentos especiais como abatimento de ruído. Essas informações são extraídas das cartas VAC e do AIP Brasil.
Experimente no AeroCopilot
Dados oficiais DECEA, ANAC, FAA e EASA num só lugar. Planejamento de voo, briefing, DAs e 83 ferramentas de IA — tudo validado em tempo real.
Acesso completo a todas as funcionalidades. Sem cartão de crédito.
Manuais relacionados
Guias relacionados
Anterior
Como Consultar e Filtrar NOTAMs
Próximo
Como Consultar Waypoints e Rotas ATS