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Plano de Voo ICAO: Como Preencher Passo a Passo — Todos os Campos

Domine o preenchimento do formulário FPL com este guia passo a passo. Cada campo explicado com exemplos práticos do cenário brasileiro.

O que é o Plano de Voo ICAO

O Plano de Voo (FPL -- Flight Plan) é um documento padronizado pela ICAO no formato descrito no Doc 4444 (PANS-ATM). No Brasil, o preenchimento segue as instruções da ICA 100-12 (Regras do Ar) e é processado pelo sistema SGTM (Sistema de Gerenciamento de Tráfego em Missao) do DECEA.

O FPL tem duas funções principais: fornecer ao controle de tráfego aéreo as informações necessárias para prover separação e serviços de tráfego, e ativar o serviço de alerta (busca e salvamento) em caso de emergência ou atraso significativo.

Quando o plano de voo é obrigatório?

  • Todos os voos IFR, sem exceção.
  • Voos VFR em espaço aéreo controlado (classes B, C e D).
  • Voos VFR noturnos.
  • Voos que cruzem fronteiras internacionais.
  • Voos acima de FL145 em FIR.

ICA 100-12

Para voos VFR locais em aeródromo não controlado, o plano de voo não é obrigatório, mas é fortemente recomendado -- pois sem ele não há ativação automática do serviço SAR em caso de emergência.

Campos do Item 7 ao Item 10

Os primeiros campos do FPL identificam a aeronave e suas capacidades. Preenchimento correto aqui evita rejeições pelo sistema AIS.

Item 7 -- Identificação da aeronave

Preencha com a matrícula da aeronave (ex.: PRGOL) ou indicativo de chamada da companhia (ex.: GLO1234). Para aeronaves brasileiras, omita o hífen: PT-ABC vira PTABC no FPL.

Item 8 -- Regras de voo e tipo de voo

Regras de voo: I (IFR), V (VFR), Y (IFR mudando para VFR) ou Z (VFR mudando para IFR). A escolha impacta a rota e os níveis de voo permitidos.

Tipo de voo: S (regular), N (não regular), G (aviação geral), M (militar), X (outros). A maioria dos voos privados usara G.

Item 9 -- Número e tipo de aeronave

Informe o número de aeronaves (normalmente 01), o designador de tipo ICAO (ex.: C172 para Cessna 172, B738 para Boeing 737-800) e a categoria de esteira de turbulência:

CódigoCategoriaPeso máximo de decolagem
JSuperA380 exclusivamente
HHeavy (Pesada)Acima de 136.000 kg
MMedium (Media)Entre 7.000 e 136.000 kg
LLight (Leve)Ate 7.000 kg

Item 10 -- Equipamento e capacidades

Este campo é dividido em duas partes:

10a -- Equipamento de comunicação, navegação e aproximação: Letras indicam capacidades instaladas e operacionais. Exemplos comuns: S (equipamento padrão VHF, VOR, ILS), G (GNSS), R (aprovação PBN), Z (outros -- detalhado no Item 18).

10b -- Equipamento de vigilancia: S (transponder Modo S com altitude), C (transponder Modo C), B (transponder Modo S com ADS-B OUT). O mais comum em aviação geral brasileira é S ou C.

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PBN e Item 10

Se a aeronave possui aprovação PBN (Performance Based Navigation), inclua R no Item 10a e detalhe as especificações PBN no Item 18 (ex.: PBN/B2C2D2S1). Isso é obrigatório para operações RNAV em aerovias brasileiras.

Campos do Item 13 ao Item 16

Estes campos descrevem a rota efetiva do voo -- de onde, quando, por onde, e para onde.

Item 13 -- Aeródromo de partida e hora

Informe o código ICAO do aeródromo de partida (ex.: SBSP para Congonhas) e a hora estimada de calços fora (EOBT -- Estimated Off-Block Time) no formato HHMM UTC. Se o aeródromo não tem código ICAO, use ZZZZ e detalhe no Item 18 com DEP/.

Item 15 -- Velocidade, nível e rota

Este é o campo mais complexo do FPL. Ele contém:

  • Velocidade de cruzeiro: N (nos) ou K (km/h) seguido de 4 digitos. Ex.: N0120 = 120 nos, K0220 = 220 km/h.
  • Nível de cruzeiro: F (Flight Level) seguido de 3 digitos, A (altitude em centenas de pes), ou VFR para voo visual sem nível definido. Ex.: F070 = FL070, A050 = 5.000 ft.
  • Rota: Sequencia de pontos de notificação (fixos, VORs, NDBs) conectados por aerovias ou DCT (direto). Ex.: IRON UW2 CELSO DCT SBKP.

Item 16 -- Aeródromo de destino, duração e alternativa

Informe o código ICAO do destino, a duração total estimada do voo (EET) em HHMM, e até dois aeródromos de alternativa. Exemplo: SBGR0145 SBKP -- destino Guarulhos, duração 1h45min, alternativa Campinas.

Atenção

O aeródromo de alternativa deve ser diferente do destino e atender aos mínimos meteorológicos para aproximação. Para IFR, a alternativa é obrigatória exceto em condições específicas definidas na ICA 100-12.

Item 18 e Item 19

Item 18 -- Informações suplementares

O Item 18 é um campo de texto livre estruturado com indicadores padronizados. Os mais comuns para operações brasileiras:

IndicadorConteúdoExemplo
PBN/Especificações PBNPBN/B2C2D2S1
NAV/Dados de navegaçãoNAV/SBAS
DOF/Data do voo (YYMMDD)DOF/260218
REG/Matricula da aeronaveREG/PRAGB
OPR/OperadorOPR/GOL
PER/Categoria de performancePER/B
RMK/Observações geraisRMK/VOO INSTRUCAO
STS/Status especialSTS/MEDEVAC

Ordem dos indicadores

A ICAO e o DECEA exigem que os indicadores do Item 18 sigam a ordem padronizada: STS, PBN, NAV, COM, DAT, SUR, DEP, DEST, DOF, REG, EET, SEL, TYP, CODE, DLE, OPR, ORGN, PER, ALTN, RALT, TALT, RIF, RMK. Fora de ordem pode causar rejeição pelo sistema.

Item 19 -- Informações de emergência

O Item 19 não é transmitido eletronicamente, mas deve estar disponível no aeródromo de partida. Inclui:

  • E/ (Endurance): Autonomia total de combustível em HHMM.
  • P/ (Persons on board): Número total de pessoas a bordo.
  • R/ (Rádio): Equipamento de emergência (UHF, VHF, ELT).
  • S/ (Survival): Equipamento de sobrevivência (polar, desert, maritime, jungle).
  • J/ (Jackets): Coletes salva-vidas.
  • D/ (Dinghies): Botes salva-vidas.
  • A/ (Aircraft): Cor e marcas da aeronave.
  • C/ (Pilot): Nome do piloto em comando (PIC).

Regra semicircular e níveis de voo

A regra semicircular determina o nível de voo (FL) ou altitude de cruzeiro com base na proa magnética, garantindo separação vertical entre aeronaves em sentidos opostos.

No Brasil, a regra é definida pela ICA 100-12 e utiliza a proa magnética (não a verdadeira) para determinar a semicírculo:

Proa magnéticaIFRVFR
000 a 179Níveis ímpares: FL030, FL050, FL070, FL090...Níveis ímpares + 500: FL035, FL055, FL075...
180 a 359Níveis pares: FL040, FL060, FL080, FL100...Níveis pares + 500: FL045, FL065, FL085...

Variação magnética

No Brasil, a variação magnética é significativa (em torno de -21 graus no Sudeste). A proa magnética é calculada a partir da proa verdadeira subtraindo a variação magnética. Usando variação negativa (Oeste), a proa magnética será maior que a verdadeira. Erro neste cálculo pode resultar em nível de voo incorreto.

Acima de FL290 (RVSM -- Reduced Vertical Separation Minimum), a separação muda para 1.000 ft e os níveis disponíveis são: FL290, FL300, FL310, FL320, etc., alternando conforme a regra semicircular.

Para voo VFR, lembre-se que o teto é FL145 (14.500 ft) no Brasil. Acima de FL145, voo VFR não é permitido em espaço aéreo brasileiro exceto com autorização especial.

Erros comuns no preenchimento

Abaixo os erros mais frequentes que causam rejeição do plano de voo pelo sistema AIS ou geram problemas operacionais:

  1. Nível de voo incompatível com a regra semicircular: Conferir SEMPRE a proa magnética (não verdadeira) antes de selecionar o FL.
  2. EOBT no passado: A hora de calços fora deve estar no futuro em relação ao momento da apresentação. Se atrasou, reapresente o plano.
  3. Alternativa igual ao destino: O aeródromo de alternativa deve ser diferente do destino. Parece óbvio, mas é um erro frequente.
  4. DOF em formato errado: O campo DOF no Item 18 usa formato YYMMDD (ex.: 260218 para 18 de fevereiro de 2026), não DDMMYY.
  5. Equipamento incompatível com rota: Incluir rotas RNAV sem declarar R (PBN) no Item 10a ou sem detalhar no Item 18.
  6. Velocidade irreal para o tipo: C172 a N0250 ou B738 a N0110 serão questionados pelo ATC. Use velocidades compatíveis com o manual da aeronave.
  7. VFR acima de FL145: No Brasil, FL145 é o teto para operações VFR. Solicitar FL150 VFR será rejeitado.
  8. Não fechar o plano após o pouso: Pode acionar desnecessariamente o serviço SAR e gerar sindicância.

Dica AeroCopilot

O preenchimento automático de plano de voo no AeroCopilot válida todos esses campos em tempo real, aplicando a regra semicircular com a variação magnética correta e verificando compatibilidade entre equipamento, rota e tipo de aeronave.

Perguntas Frequentes

Quando é obrigatório apresentar plano de voo?
No Brasil, o plano de voo é obrigatório para voos IFR, voos VFR em espaço aéreo controlado (classes B, C e D), voos noturnos, voos que cruzem fronteiras internacionais, e voos em áreas com serviço de informação de voo (FIR) quando acima de FL145.
Qual a antecedência para apresentar o FPL?
O plano de voo deve ser apresentado com no mínimo 1 hora de antecedência para voos domesticos e 3 horas para voos internacionais. O sistema AIS do DECEA aceita planos com até 120 horas de antecedência.
Posso alterar o plano de voo após a decolagem?
Sim, através de mensagens CHG (Change) enviadas ao órgão ATC. Alterações comuns incluem mudança de nível, rota ou destino. O piloto deve solicitar a alteração ao controle e aguardar autorização antes de executar.
O que acontece se eu não fechar o plano de voo?
Se o plano de voo não for fechado em 30 minutos após a hora estimada de chegada (ETA), os serviços de busca e salvamento (SAR) serão acionados. Sempre feche seu plano de voo imediatamente após o pouso, seja por rádio ou telefone ao ARO local.
Qual a diferença entre FPL, RPL e AFIL?
FPL é o plano de voo individual apresentado antes do voo. RPL (Repetitive Flight Plan) é para voos regulares repetitivos. AFIL (Air Filed Flight Plan) é apresentado em voo quando não foi possível apresentar antes da decolagem.

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Neste guia
  • O que é o Plano de Voo ICAO
  • Campos do Item 7 ao Item 10
  • Campos do Item 13 ao Item 16
  • Item 18 e Item 19
  • Regra semicircular e níveis de voo
  • Erros comuns no preenchimento
  • Perguntas frequentes

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