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Frequências Aeronáuticas No Brasil: Guia Completo 2026

Tudo sobre frequências aeronáuticas brasileiras: tipos, uso correto, consulta e fraseologia. Do básico ao avançado para pilotos e estudantes.

Frequências aeronáuticas: o básico

A comunicação por rádio é a espinha dorsal da segurança na aviação. Toda aeronave em voo precisa estar em contato com os órgãos de controle de tráfego aéreo (ATC) ou, no mínimo, ser capaz de estabelecer comunicação em caso de necessidade.

VHF: a faixa principal

A faixa de VHF (Very High Frequency) e a principal utilizada na aviação civil. As frequências aeronáuticas VHF vão de 118.000 MHz a 136.975 MHz, com espaçamento de 25 kHz ou 8.33 kHz (em regiões com congestionamento de frequências). No Brasil, o espaçamento padrão é de 25 kHz.

A comunicação VHF é de linha de visada (line of sight), o que significa que o alcance depende da altitude da aeronave e da posição da estação no solo. Em altitude de cruzeiro (FL 350), o alcance pode ultrapassar 200 NM. Ao nível do solo ou em altitudes baixas, o alcance pode ser de apenas 20 a 30 NM.

HF: comunicação de longa distância

A faixa HF (High Frequency), de 2 a 30 MHz, é utilizada para comunicação de longa distância, especialmente em voos oceânicos e áreas remotas onde não há cobertura VHF. O HF se propaga por reflexão na ionosfera, permitindo alcances de milhares de quilômetros. No Brasil, o ACC Atlântico utiliza frequências HF para controle de voos transoceânicos.

RBAC 91.205

O RBAC 91.205 exige que toda aeronave operando em espaco aéreo controlado possua equipamento de rádio bidirecional capaz de comunicar-se na frequência apropriada. Para operações IFR, e obrigatório possuir dois sistemas de comunicação VHF independentes.

Tipos de frequência

No sistema de controle de tráfego aéreo brasileiro, cada tipo de frequência corresponde a um serviço específico. Conhecer a função de cada uma é essencial para usar o rádio corretamente:

TipoNome completoFunçãoQuando usar
TWRTorre de ControleControla tráfego no circuito de tráfego, pista e arredores imediatos do aeródromoAo entrar na zona de controle (CTR) para pouso ou ao solicitar decolagem
GNDSolo (Ground)Controla movimentação de aeronaves no solo (pistas de taxi, pátios)Após o pouso ou antes de iniciar o taxi para decolagem
APPControle de AproximaçãoGerencia tráfego na área terminal (TMA), entre a torre e o controle de áreaNa saída após a decolagem ou na chegada antes de ser transferido para a torre
DEPControle de Saída (Departure)Gerencia aeronaves em fase de saída. Em muitos aeródromos brasileiros, e a mesma posição do APPApós decolagem, quando a torre transfere para o controle de saída
ACCControle de Área (Área Control Center)Controla tráfego em rota, fora das áreas terminais. No Brasil: ACC-CW (Curitiba), ACC-BS (Brasília), ACC-RE (Recife), ACC-AO (Atlântico), ACC-AZ (Amazônia)Em voo de cruzeiro, entre áreas terminais
ATISAutomatic Terminal Information ServiceTransmissao automática gravada com informações do aeródromo: pista em uso, METAR, QNH, NOTAMs relevantesEscutar ANTES de contatar a torre ou o APP. Informe a letra ATIS no primeiro contato
DELAutorização de Tráfego (Delivery)Fornece autorização IFR (clearance) antes do taxiAntes de solicitar taxi para decolagem IFR. Apenas em aeródromos com posição DEL
AFISServiço de Informação de Voo de AeródromoFornece informações de tráfego e meteorologia em aeródromos sem torre de controleEm aeródromos menores que possuem AFIS mas não torre
UNICOMUniversal CommunicationsFrequência para comunicação entre pilotos em aeródromos sem serviço ATC ou AFISEm aeródromos não controlados para coordenação entre pilotos
RAMPControle de Patio (Ramp Control)Gerencia movimentação em pátios de estacionamento. Presente em aeroportos de grande portePara pushback e movimentação no pátio, antes de contatar o solo
RADIOEstação RádioFornece informações e retransmissão em aeródromos remotos ou com cobertura limitadaEm regiões remotas, especialmente na Amazônia

Sequencia tipica de frequências em um voo IFR

Em um voo IFR partindo de SBGR para SBBR, a sequência tipica de frequências seria:

  1. ATIS SBGR -- escutar informações do aeródromo
  2. DEL SBGR -- obter autorização IFR
  3. GND SBGR -- solicitar taxi
  4. TWR SBGR -- autorizar decolagem
  5. APP/DEP SP -- controle de saída
  6. ACC-BS -- controle de área em rota
  7. APP BS -- controle de aproximação Brasília
  8. TWR SBBR -- autorizar pouso
  9. GND SBBR -- taxi após pouso
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Frequências de emergência

As frequências de emergência são reservadas internacionalmente e devem ser conhecidas por todos os pilotos:

FrequênciaFaixaUso
121.500 MHzVHFFrequência internacional de emergência civil. Monitorada por todos os órgãos ATC e aeronaves comerciais em cruzeiro. Use quando não conseguir contato na frequência operacional ou em emergência.
243.000 MHzUHFFrequência de emergência militar. Monitorada por instalações militares. Funciona como backup da 121.5 para comunicação com meios militares de busca e salvamento.
406.025 MHzUHFFrequência de ELT (Emergency Locator Transmitter). Transmitida automaticamente pelo ELT em caso de impacto. Captada pelo sistema COSPAS-SARSAT de satélites de busca e salvamento.

Uso da 121.5 MHz

A 121.5 MHz não deve ser usada para comunicações de rotina. Ela e reservada exclusivamente para emergências, urgências e comunicações de segurança. Transmissoes desnecessarias nessa frequência podem mascarar chamadas de emergência reais. Em caso de emergência declarada (MAYDAY) ou urgência (PAN PAN), a 121.5 e o recurso final quando todas as outras frequências falharem.

Quando usar a 121.5 MHz

  • Perda total de comunicação com o ATC na frequência designada.
  • Emergência em voo (falha de motor, incendio, despressurização).
  • Aeronave perdida ou desorientada sem contato com ATC.
  • Interceptacao de aeronave em emergência para oferecer assistência.

Como consultar frequências

Conhecer as frequências corretas de cada aeródromo e trecho da rota e parte essencial do briefing pré-voo. No Brasil, as fontes oficiais são:

ROTAER (fonte primaria)

O **) é a referência principal para frequências de aeródromos brasileiros. Disponível no AISWEB (aisweb.decea.mil.br), lista todas as frequências publicadas para cada aeródromo: TWR, GND, APP, ATIS, AFIS, etc. O ROTAER é atualizado periodicamente e é considerado a ground truth para dados de aeródromos conforme a ICA 53-8.

Cartas de navegação

As cartas IFR (SID, STAR, IAC, enrota) publicadas pelo DECEA incluem as frequências relevantes para cada procedimento. Cartas de aproximação mostram frequências da torre e do ILS. Cartas de área terminal mostram frequências do APP. Cartas enrota mostram frequências dos ACCs e VORs em rota.

AIP Brasil

A publicação AIP Brasil contém informações detalhadas sobre cada aeródromo na seção AD (Aerodromes), incluindo todas as frequências de comunicação, horários de funcionamento e observações. É a fonte mais completa, embora de consulta menos ágil que o ROTAER.

AISWEB

O portal AISWEB (aisweb.decea.mil.br) integra ROTAER, cartas de navegação, NOTAMs e AIP em uma única plataforma. É o ponto de partida recomendado para qualquer consulta de informações aeronáuticas no Brasil.

Hierarquia de fontes

Em caso de divergência entre fontes, a hierarquia de confiabilidade para frequências é: AIP Brasil (maior autoridade) > Cartas IAC/SID/STAR > ROTAER > AISWEB. Na prática, o ROTAER é a fonte mais acessível e atualizada para consulta rápida de frequências.

Procedimentos de rádio e fraseologia

A comunicação aeronáutica segue padrões rigorosos de fraseologia para evitar mal-entendidos. No Brasil, a fraseologia é regulada pela ICA 100-12 e pelo MCA 100-16 (Manual de Comunicações):

Principios básicos

  • Brevidade: Transmissoes curtas e objetivas. Cada segundo no rádio e compartilhado com dezenas de aeronaves.
  • Clareza: Pronuncie cada palavra e número com clareza. Use o alfabeto fonético ICAO (Alpha, Bravo, Charlie...).
  • Colação (readback): Repita instruções críticas recebidas do ATC: pista, nível de voo, proa, QNH e instruções de espera. A colação confirma que a mensagem foi recebida corretamente.
  • Escutar antes de transmitir: Sempre verifique se a frequência esta livre antes de iniciar sua transmissão. Transmissoes simultaneas causam interferência (stuck mic).

Estrutura da chamada inicial

A chamada inicial ao contatar um órgão ATC segue o formato:

[Estação chamada], [sua matricula], [posição/informação], [intenção]

Exemplo:
"Torre Guarulhos, PT-ABC, na cabeceira 10R, pronto para decolagem,
informação Charlie."

Resposta esperada:
"PT-ABC, Torre Guarulhos, pista 10R, autorizado decolagem, vento 090
graus 12 nos."

Numeros na aviação

Numeros são pronunciados digito a digito na maioria dos contextos:

  • Frequência: "Um dois um ponto cinco" (121.5)
  • Pista: "Pista um zero Romeo" (10R)
  • Nível de voo: "Nível de voo tres cinco zero" (FL 350)
  • QNH: "QNH um zero um tres" (1013)
  • Proa: "Proa tres seis zero" (360)

Fraseologia padrão

Evite o uso de girias ou linguagem coloquial no rádio. Expressoes como "ok", "beleza" ou "pode ser" não fazem parte da fraseologia aeronáutica e podem causar confusão. Use sempre as expressões padrão: "afirmativo", "negativo", "ciente", "autorizado".

Frequências no AeroCopilot

Consultar frequências aeronáuticas faz parte do processo de briefing pré-voo. O AeroCopilot integra os dados oficiais do ROTAER e disponibiliza funcionalidades específicas:

  • Digital Twin de aeródromos: Cada aeródromo no AeroCopilot possui um perfil completo (digital twin) com todas as frequências publicadas: TWR, GND, APP, ATIS, AFIS, UNICOM, DEL e RAMP. Os dados são sincronizados com o ROTAER oficial.
  • Frequências no briefing: Ao gerar um briefing de voo, as frequências de todos os aeródromos envolvidos (partida, destino, alternativas) são incluidas automaticamente, organizadas na sequência de uso.
  • Comunicações na rota: O módulo de comunicações do briefing PDF lista as frequências dos ACCs e posições de controle ao longo da rota, na ordem em que serão utilizadas.
  • Alertas de frequência: Se um NOTAM indica mudanca temporaria de frequência em algum aeródromo da rota, o AeroCopilot destaca essa informação no briefing.
  • Busca rápida: Pesquise qualquer aeródromo brasileiro por código ICAO ou nome e tenha acesso instantaneo a todas as frequências publicadas.

Ter as frequências corretas e atualizadas é fundamental para a segurança do voo. Uma frequência errada pode resultar em perda de comunicação com o ATC, especialmente em áreas terminais de alto tráfego onde a coordenação é crítica.

Perguntas Frequentes

Qual a frequência de emergência na aviação?
A frequência de emergência internacional é 121.500 MHz (VHF), monitorada por todos os órgãos ATC e aeronaves comerciais. Para uso militar, a frequência é 243.000 MHz (UHF). Em situação de emergência, o piloto deve chamar na 121.5 caso não consiga contato na frequência operacional.
Como sei qual frequência usar em um aeródromo sem torre?
Aeródromos sem torre de controle operam com frequência AFIS (Serviço de Informação de Voo de Aeródromo) ou RADIO. Se nenhum serviço estiver disponível, os pilotos usam a frequência UNICOM (geralmente publicada no ROTAER) para coordenação entre si. Sempre consulte o ROTAER antes de operar em aeródromos não familiares.
Posso usar o celular em vez do rádio aeronáutico?
Não. A comunicação aeronáutica deve ser feita exclusivamente por equipamentos de rádio homologados pela ANATEL e compatíveis com as frequências aeronáuticas (VHF 118-137 MHz). O uso de telefone celular não substitui o rádio e, na maioria das aeronaves, é proibido durante o voo.
O que é a frequência 123.45 MHz?
A frequência 123.45 MHz é usada internacionalmente como frequência ar-ar para comunicação entre aeronaves, especialmente sobre oceanos e áreas remotas onde não há cobertura radar. No Brasil, ela pode ser usada para coordenação entre pilotos, mas não substitui as frequências ATC.

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Neste guia
  • Frequências: o básico
  • Tipos de frequência
  • Frequências de emergência
  • Como consultar frequências
  • Procedimentos de rádio
  • Frequências no AeroCopilot
  • Perguntas frequentes

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