Operação offshore no Brasil
O Brasil é um dos maiores operadores de helicópteros offshore do mundo, impulsionado pela industria de petroleo e gas na Bacia de Campos, Bacia de Santos e no Pre-Sal. Diariamente, centenas de voos conectam as bases costeiras (Macae, Cabo Frio, Itanhaem, Aracaju, Vitoria) as plataformas de produção e FPSOs (Floating Production, Storage and Offloading) espalhadas pela costa brasileira.
A operação offshore de helicóptero é uma das mais exigentes da aviação civil. Combina voos sobre agua em ambiente marítimo hostil, condições meteorológicas constantemente mutaveis, helidecks compactos em plataformas em movimento, e a responsabilidade de transportar trabalhadores para um dos ambientes mais perigosos da industria.
As principais operadoras no Brasil incluem a CHC Helicopters, Omni Taxi Aéreo, Helicopter Support International (HSI) e Lider Aviação. A Petrobras, como maior contratante, define padrões operacionais que frequentemente excedem os requisitos mínimos da ANAC, elevando o nível de segurança de toda a industria.
O setor movimenta milhares de passageiros por dia e opera em regime 24/7 quando as condições meteorológicas permitem. A malha de rotas conecta dezenas de plataformas, com tempos de voo que variam de 30 minutos (costa próxima) a mais de 2 horas (plataformas do Pre-Sal na Bacia de Santos).
Requisitos operacionais
A operação offshore de helicóptero no Brasil é regulamentada pela RBAC 90 (Requisitos de Operação Suplementares para Helicopteros) e pela RBAC 135 (Operação de Taxi Aéreo e Servicos Aereos Especializados). Além disso, os operadores seguem normas da Petrobras e padrões internacionais da IOGP (International Association of Oil and Gas Producers).
RBAC 90 -- Requisitos críticos