A Esquadrilha CEU se apresentou no Rock in Rio 2026, na Cidade do Rock, com o The Flight: cinco aviões em formação sobre o festival, na abertura do Palco Mundo. O festival teve sete dias, entre 4 e 13 de setembro. Não encontramos registro de quantos voos a equipe fez nem de em quais dias exatamente.
Como foi
O registro publicado depois do festival é do AeroJota, em 13 de setembro, com imagens aéreas feitas pela Helinews: "Cinco aviões surgindo sobre a Cidade do Rock transformaram o espaço aéreo do festival em parte do espetáculo. Era a Esquadrilha CEU, com o The Flight, apresentação aérea que integrou a abertura do Palco Mundo no Rock in Rio 2026." A mesma reportagem descreve "manobras em formação, cruzamentos, fumaça colorida, música e pirotecnia", e conta que o líder da equipe, o coronel aviador da reserva Alfredo Salvatore Leta, disse durante o festival que o Rock in Rio ainda provoca adrenalina na equipe (AeroJota).
Quantos voos, e em que dias. O festival começou na sexta, 4 de setembro (Agência Brasil), e terminou no domingo, 13 (Diário do Rio), em sete dias segundo a organização (Rock in Rio). A programação publicada pela Agência Brasil no dia da abertura previa o The Flight "nas aberturas de todos os dias". Em março, o AeroJota leu na agenda da equipe os dias 2, 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, com o dia 2 provavelmente reservado a treino. Até 28 de setembro não encontramos registro dia a dia dos voos na reportagem do AeroJota, na Agência Brasil, no balanço do festival nem no site da equipe, cuja agenda já não lista eventos. Por isso os sete dias ficam aqui como programação, não como contagem de voos.
Os aviões. A reportagem do AeroJota fala em cinco aviões e não identifica os modelos. A reportagem da Agência O Globo de 4 de setembro, republicada pela Tribuna do Sertão, nomeia os aviões que levavam passageiro pela posição na formação: Líder, #CEU 2, #CEU 3 e #CEU 5. O site da equipe descreve a frota: RV-7A nas posições 1 e 2, RV-7 nas posições 3 e 4 e RV-8A na posição 5, kits da Van's Aircraft montados no Brasil, além de um T-6 Texan. Não encontramos registro de quais desses aviões voaram em cada dia do festival.
Os fogos. Em novembro de 2025, o Rock in Rio anunciou que a equipe prometia "756 disparos de fogos diurnos" para a edição de 2026, e o AeroJota registra que o espetáculo foi preparado com trilha sonora, fumaça colorida e esses 756 disparos. Nenhuma das fontes que lemos conta os disparos feitos em cada dia.
Voo com passageiro. A novidade da edição foi vender um lugar num dos aviões antes da abertura do Palco Mundo: R$ 25 mil por pessoa, por dia, com ingresso VIP incluído e limite de quatro aeronaves por dia, segundo a Agência O Globo, republicada pela Tribuna do Sertão. O voo partia do Clube de Aeronáutica da Barra, perto da Cidade do Rock, e a reportagem conta que "O GLOBO experimentou o voo e sobrevoou a Cidade do Rock". Até 28 de setembro de 2026 não encontramos quantas pessoas compraram o voo nas reportagens do AeroJota, da Agência O Globo e da Agência Brasil.
O tempo. O festival aconteceu com chuva acima da média: segundo o Diário do Rio, o volume acumulado nos primeiros dez dias de setembro superou o esperado para o mês inteiro, pelos dados do Alerta Rio, e no dia 6 a chuva suspendeu os brinquedos da Cidade do Rock (Diário do Rio). Nessas reportagens e na do AeroJota não encontramos menção a voo da esquadrilha cancelado ou mantido por causa do tempo.
Público. A organização contou mais de 700 mil pessoas nos sete dias (Rock in Rio, 15 de setembro), número do festival inteiro, e não de quem viu o voo. Não encontramos estimativa de público da demonstração aérea. Para comparação, em 2024 o The Flight esteve "entre as atrações mais ovacionadas e mais bem avaliadas pelo público", segundo o AeroJota.
Próxima edição
A volta da Esquadrilha CEU ao Rock in Rio ainda não tem anúncio. Em 28 de setembro de 2026 não encontramos menção à equipe para a próxima edição na página de informações do festival, na agenda da equipe, que não lista eventos, nem nas reportagens do AeroJota. O festival em si já marcou a próxima edição no Brasil para setembro de 2028, sem os dias, no balanço de encerramento de 13 de setembro (Diário do Rio).
Entre um festival e outro, a equipe voa em eventos aeronáuticos pelo país, como o Arraiá Aéreo Inspirando Gerações, em Bauru, em 2026. É na agenda da equipe que as próximas demonstrações aparecem primeiro.
Sobre a Esquadrilha CEU
A Esquadrilha CEU é uma equipe civil de demonstração aérea. Segundo o site da própria equipe, ela é formada em sua maioria por pilotos vindos da aviação de caça, hoje oficiais da reserva da FAB, e começou a voar em 2012, no antigo Clube Ceu, às margens da Lagoa de Jacarepaguá. O site contabiliza mais de 230 demonstrações e mais de 30.000 horas de voo somadas pelos pilotos, e conta que parte das manobras segue o display que a Esquadrilha da Fumaça voava na época do T-6.
Diferente da Esquadrilha da Fumaça, que é militar e integra a Força Aérea Brasileira, a CEU é civil e voa aviões experimentais.
Como se chegou à Cidade do Rock em 2026
O que segue é o que o festival publicou para a edição de 2026. Em 28 de setembro, a página de informações do Rock in Rio já trata de 2028, então as regras da próxima edição precisam ser reconfirmadas quando saírem.
Não se chegava de carro. Nos dias de festival, as ruas do entorno da Cidade do Rock ficaram bloqueadas e não havia estacionamento para o público geral. As opções eram o metrô até a estação Jardim Oceânico, com conexão para o BRT Expresso Rock in Rio, que ia sem paradas até o Terminal Centro Olímpico, e o Primeira Classe, transporte oficial do festival, com pontos de embarque na cidade e em outros estados.
Para ver as manobras de fora, sem ingresso, nada disso se aplicava, mas também não havia garantia de ângulo nem de horário.
O que não entrou na Cidade do Rock em 2026
As regras de acesso são do festival, não da esquadrilha. Os termos e condições de 2026 vetavam dois itens que interessam a quem vai pelo voo:
- Drones e "outros objetos voadores".
- Câmeras profissionais ou com lente destacável, além de tripés e bastão de selfie. Teleobjetiva para fotografar as manobras não passava da revista.
Também não entravam guarda-chuvas, barracas, bancos, cadeiras, cooler, armas de qualquer tipo e veículos de qualquer tipo. Todo portador de ingresso precisava levar documento de identificação com foto, que a organização podia pedir.
Acessibilidade na Cidade do Rock em 2026
A página de acessibilidade do festival descrevia, para 2026:
- Central de Acessibilidade, onde o público atendido retirava a pulseira que dava acesso aos serviços, com direito a um acompanhante.
- Plataformas elevadas perto dos palcos Mundo, Sunset e Favela.
- Tradução em Libras nos telões dos palcos Mundo, Sunset e Favela, e audiodescrição em cinco palcos.
- Kit sensorial emprestado, com abafadores de ruído, e sala sensorial com estímulos reduzidos.
- Estacionamento gratuito e exclusivo para pessoas com deficiência, em número limitado, e van a partir do Shopping Metropolitano Barra.
Esses serviços foram desenhados para os shows. Nada na página diz que a plataforma elevada ou o intérprete ficavam posicionados para a demonstração aérea, que acontece no céu e antes do primeiro show. Quem for pelo voo numa próxima edição deve confirmar isso na Central de Acessibilidade.




