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Perguntas Frequentes
Quando as mudanças na TMA-RJ entraram em vigor?
A reestruturação da TMA-RJ foi implementada em fases entre 2025 e 2026, com a publicação oficial via ciclo AIRAC. As SIDs e STARs PBN foram as primeiras mudanças, seguidas pela setorização de frequências e pelos novos corredores VFR. Verifique o AIP Brasil atualizado para a data efetiva de cada mudança.
Os procedimentos convencionais (VOR/NDB) ainda funcionam?
Sim, durante o período de transição. O DECEA mantém os procedimentos convencionais como backup para aeronaves que não possuem capacidade RNAV. Porém, a tendência é a desativação progressiva dos procedimentos convencionais à medida que a frota se atualiza. Aeronaves sem RNAV terão opções cada vez mais limitadas.
Preciso atualizar meu GPS para usar os novos procedimentos?
Se o seu GPS tem base de dados atualizável (como Garmin 430/530, GTN 650/750 ou similar), basta atualizar a base de dados AIRAC. Se o GPS não aceita atualizações ou é um modelo antigo sem capacidade RNAV 1, será necessário upgrade de equipamento para utilizar as SIDs e STARs PBN.
Como afeta os voos VFR que apenas transitam pela TMA?
Os pilotos VFR que transitam pela TMA-RJ ou TMA-BH devem utilizar os corredores VFR publicados ou solicitar autorização ao APP. A novidade é a frequência dedicada APP-RJ Baixo para tráfego VFR e helicópteros, o que facilita o contato e reduz o tempo de espera por autorização.
As frequências antigas ainda funcionam?
Não. As frequências antigas foram desativadas na data de efetivação da mudança AIRAC. Pilotos que tentem contatar o APP na frequência antiga não receberão resposta. É crítico atualizar as frequências antes de operar nas TMAs reestruturadas.
A capacidade aumentou de fato?
Sim. As projeções do DECEA indicam aumento de capacidade de 15-25% nas TMAs reestruturadas. Na prática, isso significa menos atrasos por sequenciamento, menos holdings e menor tempo total entre pushback e pouso. Os dados operacionais dos primeiros meses após a implementação confirmam a redução de atrasos.
Onde encontro as cartas atualizadas?
As cartas IAC, SID, STAR e de área terminal atualizadas estão disponíveis no portal AISWEB do DECEA (aisweb.decea.mil.br) e em provedores de dados de navegação como Jeppesen e Lido. Aplicativos de EFB como ForeFlight e AeroCopilot também incluem as cartas atualizadas em seus ciclos AIRAC.
O que acontece se eu usar um procedimento antigo?
Utilizar um procedimento cancelado ou modificado pode resultar em conflito de tráfego, violação de separação e ação regulatória. O piloto em comando é responsável por verificar que os procedimentos utilizados estão vigentes. Sempre confirme a validade do procedimento na data do voo consultando o AIP Brasil ou o banco de dados AIRAC atualizado.
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As Terminais de Área (TMA) do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte passaram por uma reestruturação profunda entre 2025 e 2026. O DECEA redesenhou setores, corredores VFR, procedimentos de saída (SID) e chegada (STAR), e frequências de comunicação para aumentar a capacidade, reduzir atrasos e melhorar a segurança operacional. Este guia cobre todas as mudanças e o que os pilotos precisam saber para operar nas novas TMAs.
A reestruturação das TMAs do Rio de Janeiro (TMA-RJ) e Belo Horizonte (TMA-BH) foi motivada por três fatores principais: crescimento do tráfego aéreo, necessidade de aumentar a capacidade do sistema e modernização dos procedimentos de navegação baseados em performance (PBN).
Definição: TMA (Terminal Manoeuvring Area ou Área de Controle Terminal) é a porção de espaço aéreo controlado nas proximidades de um ou mais aeródromos principais, destinada a proteger os procedimentos de chegada e saída por instrumentos (IFR). No Brasil, as TMAs são classificadas como espaço aéreo Classe C ou D.
A TMA-RJ é uma das mais complexas do Brasil. Ela abrange três aeroportos de grande porte — Galeão (SBGL), Santos Dumont (SBRJ) e Jacarepaguá (SBJR) — além de diversos aeródromos menores como Macaé (SBME), Cabo Frio (SBCB) e campos de helicópteros na Baía de Guanabara. O tráfego simultâneo para esses aeródromos, somado à operação de helicópteros offshore para a indústria petrolífera, criava gargalos que limitavam a capacidade do sistema.
Problemas que a reestruturação resolve
Problema
TMA-RJ
TMA-BH
Solução adotada
Conflito de fluxos
SIDs de SBGL cruzavam STARs de SBRJ
Fluxos SBCF/SBBH se cruzavam em baixa altitude
Separação vertical e lateral de fluxos
Capacidade limitada
38 movimentos/hora em SBRJ
24 movimentos/hora em SBBH
Procedimentos paralelos
Corredores VFR restritos
Apenas 2 corredores operacionais
1 corredor principal
Novos corredores com perfis verticais
Procedimentos convencionais
SIDs baseadas em VOR/NDB
STARs com vetor radar obrigatório
Transição para PBN (RNAV)
Frequências saturadas
Controle de Aproximação sobrecarregado
Frequência única para todos os setores
Setorização de frequências
A modernização também alinha as TMAs brasileiras com os padrões do ICAO ASBU (Aviation System Block Upgrades), que preconizam a transição de navegação convencional para PBN e o uso progressivo de ADS-B para vigilância.
O processo de reestruturação levou mais de três anos entre estudos, simulações, consulta pública e implementação. O ICEA (Instituto de Controle do Espaço Aéreo) conduziu simulações em tempo real com controladores para validar cada configuração antes da publicação. Pilotos de companhias aéreas e da aviação geral participaram de sessões de validação para identificar problemas potenciais.
A consulta pública, realizada através do portal do DECEA, recebeu mais de 200 contribuições de pilotos, operadores, associações de classe e empresas de aviação. Muitas sugestões foram incorporadas ao projeto final, especialmente no que se refere aos corredores VFR e à setorização de frequências.
Para entender como as classes de espaço aéreo funcionam nas TMAs, consulte o artigo sobre espaço aéreo brasileiro.
Novas configurações da TMA-RJ
A TMA-RJ foi redesenhada com expansão de limites laterais, redefinição de setores verticais e criação de áreas de transição entre os fluxos dos diferentes aeródromos.
Setores da nova TMA-RJ
A TMA-RJ passa a operar com cinco setores, contra três na configuração anterior:
Setor
Cobertura
Altitude
Aeródromos atendidos
Setor Norte
Norte da Baía de Guanabara
FL060 a FL150
SBGL (chegadas pelo norte)
Setor Sul
Litoral sul até Angra
FL060 a FL150
SBRJ, SBJR
Setor Leste
Oceano e Região dos Lagos
FL060 a FL150
SBCB, SBME, SBJR
Setor Baixo
Abaixo de FL060
SFC a FL060
SBGL, SBRJ, SBJR, helicópteros
Setor Alto
Acima de FL150
FL150 a FL245
Transição para ACC-CW
O Setor Baixo é a grande novidade. Ele foi criado para gerenciar o tráfego de helicópteros offshore e as operações VFR de baixa altitude separadamente do tráfego IFR de alta velocidade. Isso reduz a carga de trabalho do controlador e diminui conflitos entre aviação geral e transporte aéreo.
Limites laterais expandidos
A nova TMA-RJ tem limites laterais expandidos para o norte, incluindo a área sobre Juiz de Fora (SBJF) que antes estava sob jurisdição da TMA-BH. Essa mudança elimina a necessidade de transferência de controle entre duas TMAs em uma região de alta densidade de tráfego.
Os novos limites são definidos por coordenadas RNAV (waypoints) em vez dos radiais VOR da configuração anterior, o que simplifica a representação em sistemas FMS e GPS.
Separação de fluxos SBGL e SBRJ
O maior desafio operacional da TMA-RJ sempre foi a operação simultânea de SBGL e SBRJ. Galeão opera com pistas 10/28 e 15/33, enquanto Santos Dumont opera com pista 02R/20L e 02L/20R. Os fluxos de chegada e saída se cruzavam em vários pontos, exigindo intervenção constante do controlador.
A reestruturação implementa:
SIDs divergentes — saídas de SBGL para norte/oeste e de SBRJ para sul/leste, evitando cruzamento
STARs escalonadas — chegadas para SBGL por FL120+ e para SBRJ por FL080-, com separação vertical garantida
Pontos de merge — waypoints onde os fluxos convergem de forma sequenciada antes da final
Procedimentos de espera dedicados — holdings separados para cada aeródromo
Operação de helicópteros offshore
A operação de helicópteros para plataformas de petróleo na Bacia de Campos e no Pré-Sal é uma das particularidades da TMA-RJ. Antes da reestruturação, os helicópteros compartilhavam frequências e setores com o tráfego IFR de asa fixa, gerando conflitos e atrasos.
Com a criação do Setor Baixo, os helicópteros offshore têm agora um setor dedicado abaixo de FL060, com frequência própria e controlador especializado. Isso beneficia tanto a operação offshore quanto o tráfego de transporte aéreo, que não é mais afetado por vetores relacionados a helicópteros.
Parâmetro
Antes
Depois
Frequência helicópteros
Compartilhada com APP-RJ
APP-RJ Baixo dedicada
Setor de controle
Mesmo setor IFR
Setor Baixo separado
Conflitos com asa fixa
15-20 por dia
2-3 por dia
Atraso médio helicópteros
12 min
4 min
Rotas offshore
Ad hoc (vetor)
Rotas publicadas
Novas configurações da TMA-BH
A TMA-BH também passou por reestruturação significativa, embora em menor escala que a TMA-RJ. O foco principal foi a integração da operação entre Confins (SBCF) e Pampulha (SBBH), que historicamente operavam de forma quase independente.
Setores da nova TMA-BH
Setor
Cobertura
Altitude
Aeródromos atendidos
Setor Confins
Norte/Nordeste de BH
FL060 a FL150
SBCF
Setor Pampulha
Sul/Sudoeste de BH
FL060 a FL150
SBBH, SBPR
Setor Integrado
Área central
SFC a FL060
SBCF, SBBH (operação combinada)
Setor Alto
Acima de FL150
FL150 a FL245
Transição para ACC
Integração SBCF e SBBH
Confins (SBCF) é o aeroporto internacional de Belo Horizonte, com pista de 3.000 m e operação de transporte aéreo. Pampulha (SBBH) é o aeroporto urbano, com pista de 2.500 m e operação mista (regional e aviação geral). A distância entre os dois é de apenas 25 NM, mas os procedimentos anteriores não consideravam adequadamente os conflitos entre os fluxos.
A integração implementa:
Fluxos verticais separados — chegadas SBCF por FL120+ e SBBH por FL080-
SIDs PBN — substituição de todas as SIDs convencionais por RNAV
Corredor VFR dedicado — passagem norte-sul sem conflitar com tráfego IFR
Coordenação automatizada — ponto de transferência fixo entre setores
Definição: PBN (Performance Based Navigation) é o conceito de navegação aérea que define requisitos de performance para operações RNAV e RNP, substituindo a dependência de auxílios em solo (VOR, NDB) por navegação baseada em GNSS. A transição para PBN é um dos pilares da modernização do espaço aéreo brasileiro.
Impacto nos corredores VFR
A reestruturação teve impacto significativo nos corredores VFR, que são rotas visuais publicadas pelo DECEA para que aeronaves VFR possam transitar pelas TMAs sem conflitar com o tráfego IFR. A revisão dos corredores era uma demanda antiga dos pilotos de aviação geral.
Corredores VFR na TMA-RJ
Corredor
Rota
Altitude
Mudança
Corredor Litoral Sul
SBJR - Marambaia - Mangaratiba
1.500 ft
Mantido, altitude ajustada
Corredor Niterói
SBJR - Ponte Rio-Niterói - São Gonçalo
1.000 ft
Novo corredor criado
Corredor Norte
SBJR - Nova Iguaçu - Dutra
2.000 ft
Perfil vertical revisado
Corredor Região dos Lagos
Maricá - Saquarema - Cabo Frio
2.500 ft
Novo corredor criado
Corredor Serra
Petrópolis - Teresópolis
5.500 ft
Novo corredor montanha
Os novos corredores Niterói e Região dos Lagos atendem a uma demanda antiga de pilotos que operavam helicópteros e monomotores na região leste do Rio de Janeiro. Anteriormente, essas aeronaves precisavam solicitar autorização individual do APP-RJ, gerando carga de trabalho adicional para pilotos e controladores.
Corredores VFR na TMA-BH
Corredor
Rota
Altitude
Mudança
Corredor BR-040
SBBH - Pedro Leopoldo - SBCF
3.000 ft
Mantido com waypoints RNAV
Corredor Lagoa Santa
Passagem leste de Lagoa Santa
3.500 ft
Novo corredor
Corredor Serra do Curral
Sul de BH - Brumadinho
5.000 ft
Perfil vertical revisado
Regras operacionais dos corredores
Os corredores VFR têm regras específicas que o piloto deve conhecer:
Contacto obrigatório — chamar APP antes de entrar no corredor
Transponder ativo — Mode C ou Mode S obrigatório
Altitude fixa — manter a altitude publicada (sem variação)
Velocidade máxima — 150 KIAS em alguns corredores
VMC obrigatória — se condições deteriorarem, abandonar o corredor e contatar ATC
Sentido único — alguns corredores têm sentido obrigatório por horário
Novos procedimentos SID e STAR
A reestruturação trouxe novos procedimentos de saída por instrumentos (SID) e chegada (STAR) baseados em PBN para todos os aeródromos das TMAs Rio e Belo Horizonte. Os procedimentos convencionais baseados em VOR e NDB foram mantidos como backup durante o período de transição.
SIDs PBN de SBGL (Galeão)
SID
Pista
Direção
Tipo
DUMO 1A
28
Norte (São Paulo)
RNAV 1
GITA 2A
28
Noroeste (BH)
RNAV 1
OKDA 1A
10
Sul (Curitiba)
RNAV 1
NIBR 2A
10
Nordeste (Salvador)
RNAV 1
ITEV 1A
28
Leste (internacional)
RNAV 1
STARs PBN para SBRJ (Santos Dumont)
STAR
Direção de chegada
Transição IAF
Tipo
CELSO 1A
Norte (Brasília, BH)
CELSO para ILS 20L
RNAV 1
MARBA 2A
Sul (SP, Curitiba)
MARBA para ILS 02R
RNAV 1
POLIG 1A
Oeste (interior)
POLIG para VOR 20L
RNAV 1
SIDs PBN de SBCF (Confins)
SID
Pista
Direção
Tipo
DEVOL 1A
34
Sul (SP, RJ)
RNAV 1
PATOS 2A
34
Norte (Brasília)
RNAV 1
UNUVI 1A
16
Leste (Salvador)
RNAV 1
LAKTI 1A
16
Oeste (Goiânia)
RNAV 1
Todos os novos procedimentos exigem capacidade RNAV 1 (PBN) conforme declarado no Item 10 do plano de voo. Aeronaves sem RNAV devem utilizar os procedimentos convencionais mantidos durante a transição.
Mudanças nas frequências de comunicação
A setorização das TMAs resultou em novas frequências de comunicação. A mudança mais significativa é a divisão do APP (Controle de Aproximação) em múltiplas frequências correspondentes aos novos setores.
Frequências TMA-RJ (nova configuração)
Posição
Frequência
Setor atendido
APP-RJ Norte
119.000 MHz
Setor Norte (chegadas SBGL norte)
APP-RJ Sul
121.300 MHz
Setor Sul (SBRJ, SBJR sul)
APP-RJ Leste
120.600 MHz
Setor Leste (Região dos Lagos, offshore)
APP-RJ Baixo
119.700 MHz
Setor Baixo (VFR, helicópteros)
APP-RJ Alto
125.200 MHz
Setor Alto (transição ACC)
TWR Galeão
118.000 MHz
SBGL torre
TWR Santos Dumont
118.700 MHz
SBRJ torre
TWR Jacarepaguá
130.275 MHz
SBJR torre
Frequências TMA-BH (nova configuração)
Posição
Frequência
Setor atendido
APP-BH Confins
119.100 MHz
Setor Confins
APP-BH Pampulha
121.000 MHz
Setor Pampulha
APP-BH Integrado
120.200 MHz
Setor Integrado (baixa altitude)
TWR Confins
118.100 MHz
SBCF torre
TWR Pampulha
118.900 MHz
SBBH torre
A principal mudança prática para o piloto é que agora é necessário saber antecipadamente qual setor da TMA será utilizado para sintonizar a frequência correta. A carta de área terminal (IAC) atualizada indica qual frequência usar conforme a direção de chegada ou saída.
Transição de frequências: período de adaptação
A mudança de frequências é, na prática, a alteração que mais afeta o dia a dia dos pilotos. Frequências anteriores estão profundamente enraizadas na memória muscular de pilotos que voam regularmente para o Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Para facilitar a transição:
ATIS atualizado — O ATIS de cada aeródromo inclui a informação das novas frequências APP
Placards na cabine — Companhias aéreas atualizaram os placards de frequência de emergência
FMS/GPS — Bases de dados AIRAC atualizadas incluem as novas frequências automaticamente
Briefing padrão — Empresas de transporte aéreo atualizaram os briefing packages das rotas
O DECEA manteve uma frequência de monitor durante os primeiros 30 dias após a mudança para redirecionar pilotos que tentassem contatar nas frequências antigas. Essa medida preventiva evitou situações de perda de comunicação durante o período de adaptação.
Para pilotos de aviação geral, a recomendação é consultar a carta de área terminal atualizada antes de cada voo para a região. Não confie em frequências memorizadas de voos anteriores, especialmente nos primeiros meses após a reestruturação. A confiança excessiva na memória é citada pelo CENIPA como fator contribuinte em vários incidentes de comunicação.
Impacto no planejamento de voo
A reestruturação das TMAs impacta diretamente o planejamento de voo para rotas que passam ou terminam no Rio de Janeiro ou Belo Horizonte. Os pilotos devem atualizar seus procedimentos e conhecimentos.
Para uma visão completa de como planejar voos VFR considerando as novas TMAs, consulte o guia atualizado.
O que muda no planejamento IFR
SIDs e STARs — novos procedimentos PBN devem ser selecionados no FMS/GPS
Rotas ATS — alguns waypoints de transição entre aerovia e TMA foram alterados
Frequências — atualizar as frequências de APP nos briefing sheets
EET — estimados podem mudar com os novos procedimentos (rotas diferentes)
Alternativas — novas distâncias entre aeródromos da TMA e alternativas
Item 10 — verificar se RNAV 1 está declarada para usar SIDs/STARs PBN
Frequências — novo APP-RJ Baixo dedicado a VFR e helicópteros
Altitudes — alguns corredores têm altitudes diferentes
Pontos de entrada — waypoints RNAV substituem referências visuais em alguns corredores
Restrições horárias — alguns corredores têm horário de operação
Timeline de verificação pré-voo
Os pilotos devem verificar os NOTAMs relevantes para as TMAs antes de cada voo, pois o DECEA publica ajustes frequentes durante o período de transição.
Item
Onde verificar
Frequência
SIDs/STARs vigentes
AIP Brasil / AISWEB
A cada AIRAC (28 dias)
Corredores VFR ativos
AIP Brasil / NOTAM
Antes de cada voo
Frequências
AIP Brasil / NOTAM
A cada AIRAC (28 dias)
Restrições temporárias
NOTAM série A
Antes de cada voo
Status dos setores
ATIS / frequência APP
Em tempo real
Integração TMA-RJ e TMA-SP: próximos passos
A reestruturação das TMAs Rio e BH é parte de um plano maior do DECEA que inclui, nos próximos anos, a integração dos fluxos de tráfego entre as TMAs Rio de Janeiro e São Paulo. O corredor Rio-São Paulo é o mais movimentado da América do Sul, com mais de 200 voos diários entre SBGL/SBRJ e SBGR/SBSP.
Cenário atual
Rota
Voos diários
Tempo médio
Problemas
SBGL-SBGR
35+
55 min
Conflito de fluxos na saída SBGL
SBRJ-SBSP
60+
60 min
Congestionamento Ponte Aérea
SBSP-SBRJ
60+
55 min
Sequenciamento na chegada SBRJ
SBGL-SBSP
25+
50 min
Transferência entre TMAs
SBRJ-SBGR
20+
65 min
Rota indireta
Plano de integração
O DECEA estuda a criação de uma "super TMA" que integre os fluxos entre Rio e São Paulo em um único espaço de controle. Isso envolveria:
Pontos de merge comuns — sequenciamento centralizado dos fluxos
CDM (Collaborative Decision Making) — coordenação automática entre TMAs
Free Route — rotas flexíveis entre as TMAs em vez de aerovias fixas
Separação baseada em ADS-B — redução de separação com vigilância contínua
A implementação está prevista para 2028-2030, após a consolidação das reestruturações individuais.
Impacto na Ponte Aérea Rio-São Paulo
A Ponte Aérea entre SBRJ (Santos Dumont) e SBSP (Congonhas) é a rota doméstica mais movimentada da América do Sul. A reestruturação da TMA-RJ impacta diretamente a operação da Ponte Aérea nos seguintes aspectos:
Aspecto
Configuração anterior
Nova configuração
SID padrão SBRJ
COSME (convencional)
PBN RNAV 1
STAR padrão SBRJ
Vetor radar
Point Merge RNAV
Tempo médio push-to-gate
70 min
62 min (estimado)
Separação na saída
2 min (radar)
90 seg (PBN + ADS-B)
Capacidade horária SBRJ
20 movimentos
24 movimentos (estimado)
A expectativa é de que a reestruturação reduza o tempo total da Ponte Aérea em 5 a 10 minutos por voo, considerando menores tempos de táxi em SBRJ (menos congestionamento no pátio) e procedimentos de chegada e saída mais eficientes. Para as companhias aéreas que operam 60+ voos diários na Ponte Aérea, isso representa economia significativa de combustível e custos operacionais.
O que os pilotos precisam atualizar
A lista de itens que os pilotos devem atualizar após a reestruturação inclui material de navegação, procedimentos e conhecimentos.
Checklist de atualização para pilotos
Item
Ação
Prioridade
Cartas IAC
Baixar versões AIRAC atualizadas
Crítica
Frequências
Atualizar lista de frequências TMA-RJ e TMA-BH
Crítica
GPS/FMS
Atualizar base de dados de navegação
Crítica
SIDs/STARs
Estudar novos procedimentos PBN
Alta
Corredores VFR
Estudar novos corredores e altitudes
Alta
EFB (Electronic Flight Bag)
Atualizar aplicativo de navegação
Alta
Briefing padrão
Incluir novas frequências no template
Média
Conhecimento teórico
Revisar carta de área terminal
Média
Fontes oficiais de atualização
AIP Brasil (AISWEB) — publicação AIRAC com ciclo de 28 dias
NOTAMs — ajustes e correções entre ciclos AIRAC
AIC (Aeronautical Information Circular) — explicações detalhadas das mudanças
Portal DECEA — comunicados e apresentações sobre a reestruturação
REDEMET — informações meteorológicas com as novas áreas de cobertura
Perguntas frequentes
Quando as mudanças na TMA-RJ entraram em vigor?
A reestruturação da TMA-RJ foi implementada em fases entre 2025 e 2026, com a publicação oficial via ciclo AIRAC. As SIDs e STARs PBN foram as primeiras mudanças, seguidas pela setorização de frequências e pelos novos corredores VFR. Verifique o AIP Brasil atualizado para a data efetiva de cada mudança.
Os procedimentos convencionais (VOR/NDB) ainda funcionam?
Sim, durante o período de transição. O DECEA mantém os procedimentos convencionais como backup para aeronaves que não possuem capacidade RNAV. Porém, a tendência é a desativação progressiva dos procedimentos convencionais à medida que a frota se atualiza. Aeronaves sem RNAV terão opções cada vez mais limitadas.
Preciso atualizar meu GPS para usar os novos procedimentos?
Se o seu GPS tem base de dados atualizável (como Garmin 430/530, GTN 650/750 ou similar), basta atualizar a base de dados AIRAC. Se o GPS não aceita atualizações ou é um modelo antigo sem capacidade RNAV 1, será necessário upgrade de equipamento para utilizar as SIDs e STARs PBN.
Como afeta os voos VFR que apenas transitam pela TMA?
Os pilotos VFR que transitam pela TMA-RJ ou TMA-BH devem utilizar os corredores VFR publicados ou solicitar autorização ao APP. A novidade é a frequência dedicada APP-RJ Baixo para tráfego VFR e helicópteros, o que facilita o contato e reduz o tempo de espera por autorização.
As frequências antigas ainda funcionam?
Não. As frequências antigas foram desativadas na data de efetivação da mudança AIRAC. Pilotos que tentem contatar o APP na frequência antiga não receberão resposta. É crítico atualizar as frequências antes de operar nas TMAs reestruturadas.
A capacidade aumentou de fato?
Sim. As projeções do DECEA indicam aumento de capacidade de 15-25% nas TMAs reestruturadas. Na prática, isso significa menos atrasos por sequenciamento, menos holdings e menor tempo total entre pushback e pouso. Os dados operacionais dos primeiros meses após a implementação confirmam a redução de atrasos.
Onde encontro as cartas atualizadas?
As cartas IAC, SID, STAR e de área terminal atualizadas estão disponíveis no portal AISWEB do DECEA (aisweb.decea.mil.br) e em provedores de dados de navegação como Jeppesen e Lido. Aplicativos de EFB como ForeFlight e AeroCopilot também incluem as cartas atualizadas em seus ciclos AIRAC.
O que acontece se eu usar um procedimento antigo?
Utilizar um procedimento cancelado ou modificado pode resultar em conflito de tráfego, violação de separação e ação regulatória. O piloto em comando é responsável por verificar que os procedimentos utilizados estão vigentes. Sempre confirme a validade do procedimento na data do voo consultando o AIP Brasil ou o banco de dados AIRAC atualizado.
Simplifique seu planejamento com o AeroCopilot
As reestruturações das TMAs Rio e Belo Horizonte trouxeram dezenas de mudanças em procedimentos, frequências e corredores. O AeroCopilot mantém todos os dados atualizados automaticamente a cada ciclo AIRAC, incluindo SIDs, STARs, frequências e corredores VFR. Ao planejar uma rota que passa pela TMA-RJ ou TMA-BH, a plataforma seleciona automaticamente os procedimentos vigentes e as frequências corretas.
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Fontes: DECEA — AIP Brasil, AIC de reestruturação TMA-RJ e TMA-BH, ICA 100-12 (Regras do Ar), ICA 100-37 (Serviço de Tráfego Aéreo), Portal AISWEB (aisweb.decea.mil.br), ICAO Doc 9613 (PBN Manual).
Última atualização: Fevereiro 2026. Conteúdo revisado por piloto comercial ANAC com habilitação IFR.